Uma boa pessoa para se parecer

Eu não conheço Fábio Jammal. Mas, desde que cheguei ao meu novo trabalho, todos – sim, sem exceção, todos – dizem que sou muito parecido com ele, que também era jornalista e trabalhava na mesma secretária de imprensa onde estou.

Fico aborrecido quando escuto isso. A razão é porque gosto tanto de mim que não me imagino parecido com ninguém. Só que foi aí que escutei um dos elogios mais bonitos na vida: “Jammal é uma boa pessoa para se parecer.”

O jornalista em questão, até onde sei, não professava nenhuma religião, não era voluntário  em grandes causa humanistas ou ambientais. Muito menos galã. Dizem que era uma pessoa expansiva, ria alto, gostava de contar piadas – principalmente na mesa do bar – e tinha um grande coração.

“Era uma pessoa do bem”, disseram uns. Outros falaram “alguém que não tinha como não gostar”.

Jammal deixou amigos no seu antigo trabalho e, quando olham para mim, lembram do outro colega das risadas longas e ruidosas e conversas volumosas.

E eu, mesmo não gostando de ser chamado por outro nome, me aconchego nessas lembranças que as pessoas nutrem. Afinal, é bom ser parecido com alguém que soube cultivar amigos, que deixou um rastro de saudade e boas histórias para contar.  Espero seguir pelo mesmo caminho de amizades sinceras.

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